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Relatório de Acessibilidade 2025: eCommerce Europeu

Veja como os 500 maiores sites de eCommerce da Europa cumprem as WCAG 2.2 e a Lei Europeia da Acessibilidade — líderes, referências regionais e pontos fracos.

34 min read QualiBooth
Capa do relatório QualiBooth de 2025 sobre o estado da acessibilidade no eCommerce europeu.

Sobre este estudo

No verão de 2025, a equipa de acessibilidade da QualiBooth realizou uma auditoria aprofundada de acessibilidade digital aos 500 principais sites de eCommerce da Europa.

O objetivo era fornecer dados objetivos, referências comparativas e orientação às organizações que procuram criar experiências digitais mais inclusivas. O estudo identificou os retalhistas com melhor desempenho e as suas boas práticas. Estes são os resultados.

Os melhores sites de eCommerce europeus por pontuação de acessibilidade

PosiçãoEmpresaPaísPontuação de acessibilidade
1On RunningSuíça100
2IkeaSuécia99
3MangoEspanha98
4Sports DirectReino Unido97
5BonprixAlemanha97
6John LewisReino Unido96
7VeryReino Unido96
8BaurAlemanha96
9AsosReino Unido95
10Leroy MerlinFrança95
11MorrisonsReino Unido95
12Marks & SpencerReino Unido95
13DellEUA e Irlanda94
14H&MSuécia93
15AlternateAlemanha91
16DocMorrisAlemanha90
17ReweAlemanha86
18NextReino Unido86
19JumboPaíses Baixos82
20AppleEUA e Irlanda82
21AsdaReino Unido81
22AuchanFrança80
23ArgosReino Unido79
24CarrefourFrança78
25ZalandoAlemanha77
26WilkoReino Unido76
27EbayEUA e Irlanda74
28Phone HouseEspanha74
29ZaraEspanha74
30Sainsbury’sReino Unido74
31NikeEUA e Países Baixos74
32CurrysReino Unido74
33Coopérative UFrança73
34AmazonEUA e Luxemburgo72
35DartyFrança72
36DecathlonFrança71
37MediaMarktAlemanha70
38AdidasAlemanha68

Pontuação média de acessibilidade de 0 a 100 após testes exaustivos aos 500 principais retalhistas online da Europa com o Accessibility Toolkit da QualiBooth, a 19 de junho de 2025.

As pontuações refletem o desempenho no momento dos testes e podem variar ao longo do tempo e consoante o contexto. Todos os sites foram testados de forma independente, sem que relações financeiras ou comerciais influenciassem o processo. A inclusão neste estudo não deve ser interpretada como recomendação nem como indício de ligação à QualiBooth.

Introdução e principais conclusões

A equipa de acessibilidade da QualiBooth auditou os 500 principais sites de eCommerce da Europa, atribuindo a cada um uma pontuação de 0 a 100. As pontuações basearam-se em análises automatizadas, testes manuais e entrevistas com utilizadores, de modo a refletir a usabilidade real para pessoas com deficiência. Pontuações mais altas indicam maior alinhamento com as Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.2, a norma global do World Wide Web Consortium (W3C).

As auditorias abrangeram percursos de utilizador críticos, nas versões desktop e móvel de:

  • Páginas iniciais
  • Páginas de listagem e de detalhe de produto
  • Processos de carrinho e finalização de compra

O que os sites altamente acessíveis tinham em comum

  1. Arquitetura de informação lógica — estruturas de títulos claras, marcos HTML e navegação de menus intuitiva.
  2. Operabilidade robusta por teclado — nos sites mais acessíveis era possível concluir todos os percursos essenciais, da navegação à finalização da compra, usando apenas o teclado.
  3. Forte acessibilidade visual — uso adequado de texto alternativo nas imagens, contraste de cor suficiente e tipografia escalável e legível.
  4. Usabilidade de formulários impecável — etiquetas claras, mensagens de erro úteis e um design coerente e previsível.
  5. Design mobile-first — as pontuações foram, em média, 15 % mais altas nos sites construídos com abordagem mobile-first.

Pontos fracos persistentes

  1. Conteúdos dinâmicos e interativos — carrosséis, janelas modais e barras de navegação fixas interferem por vezes com o foco do teclado ou prendem quem usa leitores de ecrã.
  2. Acessibilidade multimédia — legendas, transcrições e audiodescrições são implementadas de forma desigual nos conteúdos de vídeo e áudio.
  3. Processos de autenticação — os CAPTCHA e os fluxos de reposição de palavra-passe cognitivamente exigentes continuam comuns, ao contrário do previsto nas WCAG 2.2.
  4. Coerência entre plataformas — as experiências em desktop apresentam frequentemente regressões face aos ambientes móveis.
  5. Visibilidade em modelos de linguagem (LLM) — a relação entre conformidade WCAG e visibilidade em LLM é clara, e as organizações que adotem as normas de acessibilidade beneficiarão de uma maior pegada de citação.

Conclusões principais

  1. A Noruega (77), o Reino Unido (75) e a Irlanda (71) obtiveram, em média, as pontuações mais altas.
  2. Apesar de alguns desempenhos individuais notáveis, a França (64), a Espanha (63) e a Alemanha (57) ficaram, no conjunto, para trás.
  3. Casa e jardim (73), alimentação e bebidas (64) e os sites de compras generalistas (63) pontuam acima de setores como animais de estimação (56) ou arte e entretenimento (47).
  4. Os sites dos setores automóvel e industrial ocupam, em média, os últimos lugares (43 e 36, respetivamente).
  5. A escolha da plataforma de eCommerce não tem impacto direto na pontuação de acessibilidade.
  6. As pontuações foram mais altas nas páginas iniciais (73) e mais baixas nas páginas de listagem de produtos (60).

Os resultados sublinham que, embora uma pontuação elevada seja alcançável mesmo em sites de eCommerce grandes e complexos, a acessibilidade continua a ser um processo iterativo que exige monitorização e correção contínuas. Com a entrada em vigor da Lei Europeia da Acessibilidade em junho de 2025, as organizações que operam no mercado digital europeu têm de demonstrar uma abordagem proativa e sistemática. Caso contrário, expõem-se a riscos legais, reputacionais e financeiros.

Estudos externos mostram consistentemente que uma acessibilidade deficiente — sobretudo em formulários e processos de finalização de compra — conduz a taxas de abandono mais elevadas. Melhorar a acessibilidade nestas áreas não é apenas uma prioridade de conformidade, mas um motor comprovado de conversão e retenção de clientes.

Entre os estudos de referência:

  • Forrester Research (Microsoft): 69 % dos clientes com necessidades de acessibilidade abandonam sites não acessíveis.
  • Baymard Institute (2023): a usabilidade e a acessibilidade dos formulários de checkout estão entre as principais causas de abandono do carrinho.
  • Click-Away Pound Survey (Reino Unido, 2021): 73 % dos utilizadores com deficiência já abandonaram um site devido a barreiras de acessibilidade.
  • Estudos de caso do W3C/WAI: empresas, incluindo grandes operadores de eCommerce, reportaram aumentos nas taxas de conversão após melhorarem a acessibilidade.

Metodologia

Âmbito da análise

O estudo avalia 500 dos principais sites de eCommerce europeus, com base em testes exaustivos face aos atuais critérios das WCAG 2.2. A análise, realizada entre abril e junho de 2025, combinou métodos de teste manuais e automatizados com o software de testes de acessibilidade da QualiBooth. Destaca tanto as áreas de excelência como os desafios persistentes, com implicações para a conformidade com a Lei Europeia da Acessibilidade (EAA).

Cada site foi avaliado através de entrevistas, análises automatizadas e testes manuais, resultando numa pontuação de acessibilidade de 0 a 100 que reflete a sua usabilidade real para pessoas com deficiência. A auditoria incluiu as versões desktop e móvel das páginas iniciais, páginas de listagem de produtos, páginas de detalhe de produto e fluxos de carrinho e finalização de compra.

Tanto as pontuações automatizadas como as guiadas provêm da Agora, a plataforma de testes de acessibilidade da QualiBooth, para garantir coerência. Os testes avaliaram a conformidade com as WCAG 2.2.

  • Nas análises automatizadas, os URL foram fornecidos à ferramenta e analisados sem intervenção humana.
  • Nas análises guiadas, profissionais de acessibilidade navegaram nos mesmos URL, percorrendo cada página para assegurar o carregamento completo dos conteúdos, incluindo lazy loading, elementos carregados dinamicamente, avisos de cookies, janelas modais e CAPTCHA.
  • As páginas bloqueadas à análise por software ou indisponíveis por motivos técnicos foram assinaladas como N/D.

Mecanismo de pontuação

Cada página partia de 100 pontos, com deduções consoante o número e a gravidade dos problemas. As análises guiadas por pessoas expunham normalmente mais conteúdo, produzindo muitas vezes pontuações ligeiramente inferiores às automatizadas.

PontuaçãoInterpretação
Acima de 85Elevada e louvável: poucos problemas de acessibilidade
De 60 a 84Conformidade parcial: subsistem áreas a melhorar
Abaixo de 60Baixa: problemas de acessibilidade significativos

Estes testes por software fornecem uma avaliação automatizada face às WCAG 2.2. Uma pontuação de 100 neste relatório não implica que um site seja 100 % acessível, nem representa 100 % de conformidade.

Uma avaliação completa de acessibilidade exige:

  1. Testes por software para detetar eficientemente os problemas mais comuns.
  2. Uma auditoria manual completa por profissionais formados, para avaliar nuances como contexto, usabilidade, carga cognitiva e compatibilidade com tecnologias de apoio, que a automatização não consegue avaliar sozinha.

Melhores desempenhos e tendências emergentes

Pontos fortes dos melhores

O estudo identificou os retalhistas com melhor desempenho, alguns dos quais alcançaram pontuações notáveis de 95 ou mais: On Running, IKEA, Mango, Sports Direct e Bonprix, entre outros.

Estes testes foram realizados externamente e, para efeitos do estudo, a equipa de acessibilidade da QualiBooth teve de formular pressupostos a partir dos indícios observados nas páginas testadas. Segundo a nossa análise, estes sites alcançam pontuações consistentemente elevadas em parte graças a:

  • Arquitetura de informação e navegação — uso claro de títulos, marcos e estruturas de menu lógicas que melhoram a compatibilidade com leitores de ecrã.
  • Operabilidade por teclado — os percursos principais (navegação na página inicial, pesquisa de produtos e finalização de compra) são acessíveis sem rato.
  • Acessibilidade visual — uso adequado de alternativas textuais, rácios de contraste elevados e tipografia escalável.
  • Usabilidade de formulários — campos bem etiquetados, mensagens de erro acessíveis e design coerente.
  • Otimização móvel — adoção crescente de um design adequado ao toque, alinhado com as WCAG 2.2.

As organizações com melhor desempenho vão muito além do código limpo. Das nossas entrevistas qualitativas emergem várias boas práticas adicionais:

  • Tratam a acessibilidade como uma prioridade cultural e estratégica, e não como mero requisito técnico. Integram-na na responsabilidade social corporativa (RSC) e na sua missão, comprometendo-se com roteiros de longo prazo. O empenho da liderança é decisivo: muitas nomeiam quadros superiores responsáveis pela acessibilidade em ambientes físicos e digitais, que por sua vez constituem equipas dedicadas.
  • Reconhecem o risco de enviesamento inconsciente e mitigam-no proativamente, combinando testes automatizados com revisões manuais. Entendem que a acessibilidade tem de ser construída «desde a conceção», conciliando objetivos de negócio com o imperativo ético e regulatório da inclusão.
  • Integram os testes de acessibilidade diretamente nos fluxos de desenvolvimento. Assim, afirmam, a conformidade deixa de ser uma reflexão tardia e passa a ser um processo contínuo e mensurável.

As páginas de detalhe de produto das experiências de desktop e de telemóvel da On Running obtiveram uma pontuação de acessibilidade perfeita de 100 quando testadas face às WCAG 2.2. A pontuação foi determinada com análises automatizadas e confirmada por uma auditoria manual dessas mesmas páginas.

Pontos fracos persistentes

Mesmo os retalhistas líderes revelam vulnerabilidades em áreas mais complexas:

  1. Conteúdos dinâmicos e interativos — carrosséis, janelas modais e barras de navegação fixas que por vezes interferem com o foco do teclado ou prendem os utilizadores.
  2. Acessibilidade multimédia — legendas, transcrições e audiodescrições implementadas de forma desigual.
  3. Processos de autenticação — à medida que algumas redes de distribuição de conteúdos restringem o acesso dos LLM, reaparecem páginas de autenticação incómodas, contrárias às WCAG 2.2.
  4. Coerência entre plataformas — as experiências móveis apresentam frequentemente regressões face aos ambientes desktop.
  5. Responsabilização de parceiros externos — agências ou prestadores nem sempre são sujeitos às mesmas normas que as equipas internas.
  6. Gestão organizacional — um único «campeão da acessibilidade» não basta. As organizações com melhor desempenho tinham uma função central de QA com autoridade e uma cultura em que cada membro da equipa, interno ou externo, assume responsabilidade.

Os controlos interativos, como menus pendentes não aninhados, são frequentemente problemáticos e causam falhas de foco nas tecnologias de apoio.

Diferenças nacionais e setoriais

Diferenças nacionais

Ao analisar as pontuações médias por país, o estudo revelou discrepâncias significativas. Destacou-se uma forte correlação entre os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e as pontuações de acessibilidade digital, o que sugere uma ligação entre desenvolvimento económico, defesa do consumidor e governação institucional.

PosiçãoPaísPontuação de acessibilidade
1Noruega77
2Reino Unido75
3Irlanda71
4Áustria69
5Itália67
6Países Baixos66
7Suécia65
8França64
9Finlândia63
10Bélgica63
11Dinamarca63
12Espanha63
Média europeia62
13Hungria61
14Eslovénia60
15Portugal59
16Chéquia58
17Polónia57
18Alemanha57
19Bulgária50
20Grécia47
21Roménia45

Cobertura das declarações de acessibilidade

As declarações de acessibilidade são documentos públicos que expõem o compromisso de um site com a inclusão digital, o seu nível de conformidade com as normas e a forma como os utilizadores podem comunicar problemas ou solicitar adaptações. Embora sejam legalmente obrigatórias para a maioria dos sites do setor público e, desde junho de 2025, para muitos serviços privados na UE ao abrigo da Lei Europeia da Acessibilidade, são cada vez mais vistas como uma boa prática a nível mundial.

PosiçãoPaísCobertura de declaração de acessibilidade
1Reino Unido67 %
2França65 %
3Irlanda42 %
4Bélgica36 %
5Noruega34 %
6Áustria33 %
7Espanha32 %
8Dinamarca31 %
9Itália31 %
Média europeia30 %
11Alemanha29 %
12Suécia27 %
13Países Baixos24 %
14Eslovénia24 %
15Portugal23 %
16Finlândia21 %
17Polónia19 %
18Grécia11 %
19Hungria11 %
20Chéquia10 %
21Roménia6 %
22Bulgária4 %

A The Body Shop é um excelente exemplo de acessibilidade digital: apresenta claramente a sua declaração de acessibilidade nas lojas online.

Diferenças setoriais

Ao pontuar as marcas por setor, o estudo revelou que casa e jardim, alimentação e bebidas e os sites de compras generalistas se posicionam comparativamente acima de setores como saúde, fitness, estilo e moda. Os sites dos setores empresarial e industrial ficaram em último, em parte devido a fluxos de compra mais complexos.

O estudo mostra também que as empresas tecnológicas internacionais tendem a ter bom desempenho, mas não no primeiro escalão. Isto sugere que escala e sofisticação tecnológica não se traduzem necessariamente em melhores resultados de acessibilidade.

SetorPontuação de acessibilidade
Casa e jardim73
Desporto65
Alimentação e bebidas64
Compras63
Média europeia62
Passatempos e interesses61
Tecnologia e informática61
Saúde e fitness60
Estilo e moda60
Animais de estimação56
Arte e entretenimento47
Automóvel e veículos43
Empresas e indústria36

Os sites com desempenho baixo e médio tendem a aplicar a acessibilidade de forma seletiva, em vez de a integrarem em toda a experiência digital. Em geral, estes sites:

  • Fornecem texto alternativo básico nas imagens de produto.
  • Legendam alguns vídeos, embora muitas vezes de forma automática e pouco rigorosa.
  • Mantêm a adaptabilidade móvel, mas sem considerar plenamente necessidades como alvos de toque amplos.
  • Ligam a uma declaração de acessibilidade, frequentemente genérica, desatualizada ou incompleta.

Além disso, observámos que os sites com pior desempenho apresentam:

  • Texto alternativo inconsistente — ausente, gerado automaticamente ou inútil (por exemplo, «image123.jpg»).
  • Contraste de cor fraco — designs cuidados que privilegiam a marca em detrimento da legibilidade, como texto cinzento claro sobre fundo branco.
  • Armadilhas de teclado — elementos interativos (menus, modais, carrosséis) que não é possível alcançar ou abandonar apenas com o teclado.
  • Formulários sem etiquetas adequadas — campos sem instruções claras, mensagens de erro vagas e campos obrigatórios não anunciados aos leitores de ecrã.
  • Excesso de confiança na automatização — overlays e widgets que dão uma falsa sensação de conformidade sem resolver os problemas de código subjacentes.
  • Conteúdos dinâmicos sem suporte ARIA — pop-ups, carrosséis e menus pendentes não anunciados corretamente pelas tecnologias de apoio.
  • HTML sem estrutura — níveis de título saltados, aninhamento incorreto ou excesso de divs, tornando confusa a navegação com leitor de ecrã.

Classificações por país e região

Os 10 melhores sites no Reino Unido

O site da John Lewis pontuou particularmente alto nas páginas de listagem e de detalhe de produto. O seu processo de finalização de compra também esteve ao mais alto nível.

PosiçãoLojaPontuação de acessibilidade
1johnlewis.com96
2very.co.uk96
3asos.com95
4morrisons.com95
5marksandspencer.com95
6ikea.com92
7apple.com87
8next.co.uk86
9asda.com81
10argos.co.uk79

Os 10 melhores sites na Alemanha

As janelas modais não prejudicam a experiência de acessibilidade da bonprix, demonstrando que uma excelente experiência de utilização não exige sacrificar a acessibilidade digital.

PosiçãoLojaPontuação de acessibilidade
1bonprix.de97
2baur.de96
3alternate.de91
4docmorris.de90
5rewe.de86
6hm.com81
7ikea.com81
8zalando.de77
9apple.com75
10mediamarkt.de70

Os 10 melhores sites em França

A Leroy Merlin é um exemplo de site altamente acessível, com navegação por teclado sólida e boa gestão de conteúdos dinâmicos.

PosiçãoLojaPontuação de acessibilidade
1leroymerlin.fr95
2ikea.com95
3asos.com95
4apple.com89
5zalando.fr83
6zara.com82
7auchan.fr80
8carrefour.fr78
9nike.com73
10coursesu.com73

Melhores sites nos países nórdicos

A Prisma na Finlândia, a CDON na Suécia e a XXL na Noruega obtiveram pontuações excecionalmente altas, um resultado atribuível à integração do design e dos testes de acessibilidade em todos os seus fluxos de desenvolvimento.

PosiçãoLojaPaísPontuação de acessibilidade
1ikea.comNoruega99
2ikea.comFinlândia99
3prisma.fiFinlândia98
4cdon.seSuécia98
5xxl.noNoruega98
6ikea.comDinamarca98
7k-ruoka.fiFinlândia97
8oda.noNoruega96
9ikea.comSuécia95
10apotek1.noNoruega92

Melhores sites em Espanha

As versões móvel e de desktop do site da Mango tiveram bom desempenho nos testes manuais e automatizados.

PosiçãoLojaPontuação de acessibilidade
1ikea.com98
2mango.com98
3alcampo.es94
4leroymerlin.es88
5asus.com86
6hm.com84
7decathlon.es76
8phonehouse.es74
9zara.com74
10mediamarkt.es74

Melhores sites em Itália

A versão italiana do site da Asos está particularmente bem concebida para pessoas com deficiência visual. Os elementos de marco são claros e os números nos formulários estão corretamente formatados para leitores de ecrã.

PosiçãoLojaPontuação de acessibilidade
1leroymerlin.it99
2ikea.com96
3asos.com95
4qvc.it93
5bonprix.it93
6decathlon.it93
7unieuro.it87
8zalando.it86
9apple.com80
10zara.com77

Pontuações de acessibilidade por receita global

O estudo revela que, em matéria de acessibilidade, a dimensão não é um indicador. Os sites com grandes receitas globais não apresentam necessariamente pontuações melhores do que os mais pequenos. Isto pode explicar-se em parte pelo facto de quanto maior for um site, mais complexo tende a ser e, por isso, mais difícil de manter do ponto de vista da acessibilidade. Além disso, alguns sites sobre-otimizam, sobrecarregando o fluxo de navegação por teclado com apelos agressivos de venda cruzada, venda adicional e avaliações. Em todo o intervalo — de cerca de 10 milhões a mais de 100 mil milhões de dólares de receita anual — a linha de tendência sobe apenas de cerca de 56 para 71, e em cada nível de receita surgem tanto pontuações altas como baixas.

Gráfico de dispersão dos 500 retalhistas testados. O eixo horizontal mostra a receita global numa escala logarítmica, de cerca de 10 milhões a mais de 100 mil milhões de dólares; o eixo vertical mostra a pontuação de acessibilidade de 0 a 100. Os pontos distribuem-se por todo o intervalo de pontuações em cada nível de receita, e a linha de tendência sobe apenas de cerca de 56 para 71.
Pontuação média de acessibilidade por receita global. Eixo horizontal: receita global, logarítmica. Eixo vertical: pontuação de acessibilidade, 0–100. Cada ponto é um dos 500 retalhistas testados.

Isto pode explicar-se em parte pelo facto de quanto maior for um site, mais complexo tende a ser e, por isso, mais difícil de manter do ponto de vista da acessibilidade. Além disso, alguns sites sobre-otimizam, sobrecarregando o fluxo de navegação por teclado com apelos agressivos de venda cruzada, venda adicional e avaliações.

Pontuações de acessibilidade por plataforma de eCommerce

Embora os nossos dados indiquem que a escolha da plataforma de eCommerce não tem impacto relevante nas pontuações, o estudo deteta ainda assim pequenas diferenças. Por exemplo, os sites assentes em Squarespace (96) e TotalOne (90) alcançam pontuações muito altas, ao passo que os construídos em Intershop (48), PrestaShop (38) e Scayle (31) tendem a pontuar mais baixo. Estas diferenças atenuam-se, contudo, quando se controlam outros fatores, como o setor e as diferenças regionais.

Tendo em conta as plataformas de eCommerce destes sites, as diferenças de desempenho podem atribuir-se a vários fatores:

  1. A dependência de modelos — que variam muito consoante tenham ou não sido concebidos a pensar na acessibilidade.
  2. O custo total de propriedade da plataforma — as soluções mais caras correlacionam-se frequentemente com maior investimento em desenvolvimento, produto e recursos de UX/UI, ao passo que as plataformas mais baratas podem indicar menos recursos para iniciativas de acessibilidade.
  3. Soluções próprias e headless têm um custo — os sites construídos em plataformas próprias, headless ou composable tendem a pontuar abaixo da média, o que sugere que as organizações que adotam estas arquiteturas devem redobrar o cuidado para garantir conformidade e inclusão.
Plataforma de eCommercePontuação de acessibilidade
Squarespace96
TotalOne90
Oracle Commerce80
Salesforce Commerce Cloud79
BigCommerce76
Sylius73
Drupal Commerce68
Shopify Plus68
HCL Commerce67
SAP Commerce Cloud66
Magento64
Média64
Total geral62
Home Grown60
commercetools55
IdoSell50
Intershop48
PrestaShop38
Scayle31

Os sites com melhor desempenho integram normalmente os testes de acessibilidade nos fluxos de trabalho da sua plataforma (por exemplo, Oracle Commerce) e disponibilizam modelos verificados face às normas de acessibilidade.

Em contrapartida, os sites ficam aquém quando uma personalização intensa privilegia a marca em detrimento da acessibilidade, por exemplo com esquemas de cor rígidos que limitam o contraste ou a flexibilidade de design. A acessibilidade também pode ser comprometida por integrações de terceiros — widgets de redes sociais ou ferramentas de avaliações — não otimizadas para a inclusão.

Pontuações por ponto de contacto crítico

Páginas de listagem de produtos

Estas páginas mostram categorias de produtos filtradas (como ténis de corrida para senhora) numa hierarquia clara: imagem do produto, nome, opções de cor e preço. Entre os requisitos essenciais de acessibilidade estão um fluxo de navegação lógico entre elementos e controlos de filtro e ordenação corretamente etiquetados.

Páginas de detalhe de produto

Cruciais para a conversão, estas páginas devem guiar sem atritos ao longo do percurso decisão-compra, por exemplo: detalhes do produto → seleção de tamanho e disponibilidade → adicionar ao carrinho → confirmação do carrinho. A ordem de tabulação deve seguir esta sequência lógica, para que o percurso de compra decorra sem confusão.

Carrinhos e finalização de compra

As páginas de carrinho devem minimizar distrações e seguir uma ordem de tabulação intuitiva, por exemplo: conteúdo do carrinho → ajuste de quantidades → avançar para pagamento. Durante a finalização, convém focar apenas o essencial e evitar promoções ou conteúdos publicitários que perturbem a conclusão. O design deve prever a navegação por teclado, garantindo acessibilidade em qualquer método de introdução.

Experiências móveis

Os sites móveis alcançam normalmente pontuações mais altas do que os equivalentes em desktop, devido a restrições de design que favorecem os princípios de acessibilidade. A experiência móvel, mais simplificada — com navegação reduzida, menos opções de filtro e menor complexidade visual —, cria naturalmente percursos mais claros e melhor gestão do foco.

As organizações que adotam abordagens mobile-first veem frequentemente melhorias nas pontuações em todas as plataformas, já que as restrições do desenvolvimento móvel incentivam hierarquias de informação mais limpas e decisões de interface mais intencionais.

Acessibilidade e visibilidade nos LLM

A última parte da investigação analisou a relação entre pontuações de acessibilidade e visibilidade em LLM como o ChatGPT, o Claude e o Gemini. Para medir a visibilidade usámos um indicador aproximado, a pegada de citação: o grau em que um domínio é representado, referenciado ou recordado por um LLM.

Ao avaliar a pegada de citação, os LLM têm normalmente em conta vários fatores:

  1. Presença nos dados de treino — havia texto do site ou sobre ele amplamente disponível e utilizado no corpus de pré-treino?
  2. Autoridade do domínio e ligações externas — os sites com bom SEO e muitas ligações de entrada aparecem mais nos conjuntos de dados recolhidos.
  3. Proeminência temática — o domínio é uma referência de topo no seu setor?
  4. Língua e geografia — alguns domínios têm grande presença no seu país ou língua, mas pouca visibilidade global.
  5. Relevância temporal — o site existia e publicava conteúdos antes da data de corte de conhecimento do modelo?

Analisámos a correlação entre pontuações de acessibilidade e visibilidade em LLM, submetendo os domínios do estudo ao ChatGPT, ao Claude e ao Gemini. Os resultados revelaram um padrão notável: os sites com pontuações de acessibilidade mais altas mostraram consistentemente maior visibilidade nos LLM.

Embora esta correlação não prove causalidade, a relação é clara e significativa. Seriam necessárias análises estatísticas adicionais para determinar a natureza e a intensidade exatas desta ligação entre acessibilidade e visibilidade em LLM.

Gráfico de barras da pontuação média de acessibilidade face à pegada de citação em LLM. Os sites com pegada baixa registam em média 59, média 61, alta 72 e muito alta 74 — a pontuação sobe à medida que a pegada de citação aumenta.
Pontuação média de acessibilidade face à pegada média de citação em LLM. Eixo horizontal: pegada de citação em LLM, agrupada em baixa, média, alta e muito alta. Eixo vertical: pontuação média de acessibilidade, 0–80.

Conclusão

Os obstáculos à conformidade em acessibilidade resultam muitas vezes da não inclusão de funcionalidades acessíveis no design dos modelos, da falta de integração com os fluxos comuns de desenvolvimento web e da ausência de monitorização em tempo real.

O conjunto de ferramentas de acessibilidade digital da QualiBooth respeita a identidade da sua marca e maximiza a eficiência das equipas, aumentando o mercado que consegue efetivamente alcançar. Para perceber em que medida o seu site cumpre os critérios das WCAG 2.2, comece com uma análise de referência através do scanner de acessibilidade gratuito da QualiBooth. Os resultados evidenciarão os problemas de maior impacto, permitindo priorizar correções com base em visualizações e tráfego, e não apenas no número total de problemas.

Além disso, para alcançar um site altamente acessível, o nosso estudo sugere que as organizações devem:

  • Atribuir responsabilidade — designar uma equipa dedicada para liderar o trabalho de acessibilidade.
  • Escolher ferramentas proativas — optar por soluções de análise abrangentes em vez de widgets e overlays de solução rápida.
  • Integrar nos fluxos de trabalho — incorporar os testes de acessibilidade diretamente nos processos de desenvolvimento.
  • Formar todo o ecossistema — preparar equipas internas, fornecedores e agências sobre os requisitos de acessibilidade antes do arranque dos projetos.

O essencial é começar por algum ponto e ganhar impulso através da melhoria sistemática, reconhecendo que a sua organização pode transformar a acessibilidade numa vantagem.

Nota metodológica: Os sites foram avaliados com testes automatizados e manuais face aos critérios das WCAG 2.2. Uma pontuação de 100 não implica acessibilidade plena: a avaliação completa exige auditorias manuais por profissionais formados.

Anexo A: classificações por ponto de contacto crítico

Páginas de listagem de produtos

PosiçãoPaísLojaPontuação
1Suíçaon.com100
2Reino Unidomorrisons.com99
3Reino Unidomarksandspencer.com99
4Noruegaikea.com99
5Finlândiaikea.com99
6Finlândiaprisma.fi99
7Suéciacdon.se99
8Noruegaxxl.no99
9Dinamarcaikea.com99
10Espanhamango.com99
11Espanhaalcampo.es99
12Eslovéniabauhaus.si99
13Polóniaikea.com99
14Irlandamarksandspencer.com99
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Páginas de detalhe de produto

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16Finlândiaprisma.fi98
17Noruegaxxl.no98
18Irlandamarksandspencer.com98
19Áustria0815.at98
20Itáliaikea.com98
21Reino Unidovery.co.uk98
22Chéquiaikea.com98
23Suéciaikea.com98
24Reino Unidoikea.com98
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Fluxos de carrinho e finalização de compra

PosiçãoPaísLojaPontuação
1Suíçaon.com100
2Reino Unidomorrisons.com99
3Reino Unidomarksandspencer.com99
4Reino Unidoargos.co.uk99
5Noruegaikea.com99
6Finlândiaikea.com99
7Finlândiaprisma.fi99
8Suéciacdon.se99
9Noruegaxxl.no99
10Dinamarcaikea.com99
11Finlândiak-ruoka.fi99
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14Espanhamango.com99
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17Eslovéniabauhaus.si99
18Eslovéniadecathlon.si99
19Eslovéniamass.si99
20Portugalikea.com99
21Polóniaikea.com99
22Dinamarcaharald-nyborg.dk99
23Finlândiapetenkoiratarvike.com99
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25Dinamarcazara.com99

Sites móveis

PosiçãoPaísLojaPontuação
1Suíçaon.com100
2Noruegaikea.com99
3Finlândiaikea.com99
4Finlândiaprisma.fi99
5Noruegaxxl.no99
6Suéciacdon.se99
7Áustriaikea.com99
8Noruegaoda.com99
9Dinamarcaasos.com99
10Itáliaasos.com99
11Françaasos.com99
12Noruegaoda.no99
13Polóniaikea.com98
14Finlândiak-ruoka.fi98
15Espanhamango.com98
16Irlandasportsdirect.com98
17Espanhaalcampo.es98
18Alemanhabonprix.de98
19Chéquiabonprix.cz98
20Irlandaasos.com98
21Reino Unidoasos.com98
22Françazara.com98
23Dinamarcaikea.com97
24Françaleroymerlin.fr97
25Áustriamuenzeoesterreich.at97

Anexo B: o debate — ferramentas de teste gratuitas ou pagas

Ferramentas gratuitas como o Google Lighthouse oferecem um ponto de entrada valioso para os testes de acessibilidade, mas trazem limitações e compromissos significativos para muitas organizações.

As vantagens. As ferramentas gratuitas eliminam barreiras orçamentais e integram-se facilmente nos fluxos existentes. O Google Lighthouse, por exemplo, corre diretamente nas DevTools do Chrome, colocando os testes de acessibilidade ao alcance de qualquer programador. Estas ferramentas detetam eficazmente problemas básicos, como falta de texto alternativo, contraste insuficiente e violações estruturais, proporcionando primeiras vitórias valiosas às equipas que começam.

As limitações. Contudo, as ferramentas automatizadas gratuitas detetam normalmente apenas 20 % a 30 % dos problemas reais de acessibilidade. Falham em elementos interativos complexos, problemas de navegação por teclado e questões de compatibilidade com leitores de ecrã. Sobretudo, fornecem instantâneos pontuais sem monitorização contínua, dão pouca orientação de correção e usam sistemas de pontuação que diluem os sinais de acessibilidade com outras métricas, como o desempenho.

Em resumo. As ferramentas gratuitas cumprem um papel formativo importante, mas são apenas o ponto de partida. As organizações que dependem exclusivamente delas descobrem frequentemente as suas lacunas através de queixas de utilizadores ou de litígios, precisamente quando as correções são mais caras. As estratégias eficazes usam as ferramentas gratuitas como um componente entre outros, a par de plataformas especializadas, testes com utilizadores e sistemas de monitorização contínua.

Sobre a QualiBooth

A QualiBooth é uma referência em soluções de acessibilidade digital e trabalha com grandes retalhistas, instituições financeiras e organismos do setor público em toda a Europa. A empresa não se limita a fornecer ferramentas de conformidade: contribui ativamente para as boas práticas e as normas do setor.

A Agora, a versão avançada do Accessibility Toolkit da QualiBooth, combina análise automatizada com fluxos de revisão especializada guiada. Ao contrário dos scanners básicos, a Agora consegue replicar comportamentos de navegação reais — incluindo a superação de bloqueios CAPTCHA, a exposição de conteúdos dinâmicos e a imitação de padrões de deslocamento —, dando às marcas uma visão global da sua maturidade em acessibilidade que reflete a experiência efetiva dos clientes.

A abordagem da QualiBooth vai além da pontuação de conformidade. O toolkit permite às marcas melhorar a usabilidade, reduzir riscos legais e ampliar a inclusão no mercado.

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